O dia-a-dia já é uma "película" trágica e problemática, um "tragihorror", agora, sinceramente, não estou podendo ir ao escurinho do cinema e encarar uma, duas horas de "sessão tortura".
É, porque acho que não fui feliz nas minhas últimas escolhas.
O documentário "A Rota do Guerreiro", e os filmes "Sete Dias Domingo" e "Ensaio Sobre a Cegueira" (será que vovô Saramago gostou mesmo dessa chatice, ou só quis fazer um social com o Meirelles?) são exemplos do que estou me referindo. Nunca saí de uma exibição de fita meia hora antes do término da sessão. Detesto fazer isso mas realmente foi inevitável.
Senti-me como Alex, em "Laranja Mecânica", quando comecei a me contorcer na poltrona e a virar a cara para a ficção, ao ver cenas tão violentas e chocantes. A única diferença, é que não passei pelo tratamento de choque continuado a que Alex foi submetido.
Faltou a Nona Sinfonia de Beethoven ao fundo?
Como se não houvesse uma válvula de escape, um refúgio, andamos em círculo. Isso me deprime e entedia, de certa forma.
E por falar nisso, assisti a "Tedium", de Bahman Motamedian, filme razoável, nada além.
Pensei que veria uma produção sensível, poética, mas foi mais uma descarga de realismo bruto, desconfortante. Esperava mais.
Quanto ao assunto abordado no filme, estou certa de que minhas andanças pela noite desvairada desta paulicéia são mais eletrizantes e mágicas do que qualquer fita de cinema.
Vou pra rua pra me emocionar, ora! O que está acontecendo com a sétima arte?
Puxa, será que quero viver no "mundinho de Pollyana", ou então estou ficando sensível ao extremo? Talvez. Não sei. Só sei que quero ver poesia e beleza, flores pelo caminho. Quero me comover, fantasiar um pouco.
Tenho (temos) esse direito, pô!
A 32ª Mostra internacional de Cinema vai até dia 30. Quem sabe, até lá, garimpo um filmaço para chamar de meu...
É, porque acho que não fui feliz nas minhas últimas escolhas.
O documentário "A Rota do Guerreiro", e os filmes "Sete Dias Domingo" e "Ensaio Sobre a Cegueira" (será que vovô Saramago gostou mesmo dessa chatice, ou só quis fazer um social com o Meirelles?) são exemplos do que estou me referindo. Nunca saí de uma exibição de fita meia hora antes do término da sessão. Detesto fazer isso mas realmente foi inevitável.
Senti-me como Alex, em "Laranja Mecânica", quando comecei a me contorcer na poltrona e a virar a cara para a ficção, ao ver cenas tão violentas e chocantes. A única diferença, é que não passei pelo tratamento de choque continuado a que Alex foi submetido.
Faltou a Nona Sinfonia de Beethoven ao fundo?
Como se não houvesse uma válvula de escape, um refúgio, andamos em círculo. Isso me deprime e entedia, de certa forma.
E por falar nisso, assisti a "Tedium", de Bahman Motamedian, filme razoável, nada além.
Pensei que veria uma produção sensível, poética, mas foi mais uma descarga de realismo bruto, desconfortante. Esperava mais.
Quanto ao assunto abordado no filme, estou certa de que minhas andanças pela noite desvairada desta paulicéia são mais eletrizantes e mágicas do que qualquer fita de cinema.
Vou pra rua pra me emocionar, ora! O que está acontecendo com a sétima arte?
Puxa, será que quero viver no "mundinho de Pollyana", ou então estou ficando sensível ao extremo? Talvez. Não sei. Só sei que quero ver poesia e beleza, flores pelo caminho. Quero me comover, fantasiar um pouco.
Tenho (temos) esse direito, pô!
A 32ª Mostra internacional de Cinema vai até dia 30. Quem sabe, até lá, garimpo um filmaço para chamar de meu...

15 comentários:
Xaráá, otima semana pra vc
bjs
Drikes, que bonitinha essa camiseta.
Queroooooooo!! kikikikiki
Tenho surpresa pra vc e muita saudade no coração!!!
Aguarde...
Bjssssssssss
retribuindo sua visita...
fui assistir palavra (en)cantada. Ando no meu inferno astral, preciso da beleza das palavras
beijos
Xará, semana linda procê também!
;)
Beijo!
Quer, Biazita? Opa, pra já! Vou providenciar uma baby bem lindinha procê, tá bão?! ;)
Ueba's! Adoro surpresas (boas, é claro, rssss) e a saudade tá de lascar... ;D
Beijo!
Obrigadíssima pela visita, Sandra.
Seja muito bem-vinda! :)
Isso, isso, falou e disse. Preciso(amos) de beleza, cores, flores, boas energias...
Beijo!
ah que bom que vc gosto do meu novo layout to aprendendo xará hehe
bjos
concordo com vc, annah, a vida anda dura demais para encararmos mais violência no cinema.
eu tb quero poesia. e, sim, todos têm esse direito. :)
ontem assisti 'ruas da amargura', filme português muito bom, leve e bem humorado, apesar de o tema ser complexo e triste porque mostra o cotidiano e conflitos de moradores de rua.
beijos
na boa, eu tô legal de "realismo bruto". andei vendo uma seqüência de filmes brasileiros. em todos há desgraça, derrotas, embora sejam boas películas. o que acontece é que agora não consigo mais curtir nenhuma filme (brasileiro), porque fico o tempo inteiro esperando pela desgraça da vez. é uma sensação horrível. horrível. preciso ver coisas leves do cinema nacional para parar de associar filme brasileiro com derrotas sociais... e não adianta leveza em filme estrangeiro. o trauma não tem passaporte.
________________
p.s.
que letrinhas tão miudinhas, nos posts... a das barras laterais está legais, mas as dos posts estão tão miúdas... é assim mesmo??
caramba... estou com sono mesmo...
"está legais" foi forte...
kkkkkkkkkkk
fora o "nenhuma filme" e a concordãncia horrorosa...
vamos reescrever:
que letrinhas tão miudinhas, nos posts... as das barras laterais estão legais, mas as dos posts estão tão miúdas... é assim mesmo??
ufa!!
:o))
Caramba, Luiz, que coincidência. Eu também assisti a esse filme, no CCSP. O diretor estava lá, inclusive, e deu uma palavrinha com a gente, antes do início da exibição. Uma simpatia, ele.
Eu também gostei muito. Rachei o coco de rir com Fernando, a estrela do filme, e a moradora de rua intelectual e artista, que aprecia os livros de Marguerite Duras e Simone de Beauvoir e estudou os conceitos de Freud, exceto as obscenidades, hahahaha. Bom demais, né não?! :)
Beijo!
Drica, gostei muito, ficou ótimo. O layout anterior era muito escuro, difícil de se ler.
Eu também estou aprendendo a mexer, descobrindo coisas novas. ;)
Beijo, xará!
Suzi, eu não tive coragem de assistir a nenhum dos filmes brasileiros porque sei que saio mal da sessão. Passo longe, mesmo. As desgraças e as derrotas da gente ferem mais que as dos outros (países). Talvez porque a violência esteja logo ali, na esquina, e isso dói muito mais.
Além do mais, cinema é caro. Dureza é ter de pagar 18, 20 mangos pra ver tragédia.
Eita, não é pra ser assim, não, Suzi. Obrigada por me avisar, porque a letrinha aparece pequena pra mim mas com um tamanho bom para se enxergar. As da lateral, por exemplo, aparecem imensas. Ê lelê, deve ser erro do meu firefox-maluco-desatualizado. Tsc!
Brigadão, beijoca! ;)
eu estava lá.
agora, quando for ao centro cultural, levo uma plaquinha, tipo as de aeroporto, escrito 'procura-se a dona do idiossincrasias desesperadamente'. :)
fernando é uma figuraça, ora pois. rs
beijos
dri, esse mundo não foi feito para uma pessoa doce, leal, autêntica e sensível como você.
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